Intoxicação por Uréia
É uma intoxicação aguda, causada pelo consumo de uréia na dose recomendada por animais que não foram adaptados previamente; por acesso acidental, sendo ingerida em grandes quantidades, no caso de animais já adaptados; quando há erros de dosagem e falta de
O que é É uma intoxicação aguda, causada pelo
consumo de uréia na dose recomendada por animais que não foram
adaptados previamente; por acesso acidental, sendo ingerida em grandes
quantidades, no caso de animais já adaptados; quando há erros de
dosagem e falta de homogeneidade em mistura nas rações. Caracteriza-se
por incoordenação motora, tremores musculares, colapso e morte.
Outros
fatores que podem contribuir para a intoxicação são: a deficiência de
carboidratos digestíveis na ração, a baixa qualidade da forragem
consumida ou debilidade orgânica do animal por fraqueza ou jejum.
Como reconhecer
Os sintomas iniciam-se após 20 minutos podendo chegar até 1 hora após a
ingestão da uréia. O animal fica apático, com dor abdominal intensa,
tremores musculares, incoordenação, salivação excessiva (baba espessa),
micção e defecção freqüentes, respiração acelerada, fraqueza,
timpanismo, mugidos altos, enrijecimento dos membros anteriores,
prostração, tetania generalizada, convulsões (debatem-se muito),
colapso circulatório, asfixia, e morte provavelmente por parada
respiratória devido ao excesso de amônia.
Muitas
vezes o animal intoxicado é encontrado morto ou se sobrevive é por um
período de mais ou menos 4 horas após a ingestão da uréia.
Como tratar
O tratamento deve ser feito o mais rápido possível, aplicando-se
vinagre (ácido acético a 5%) na dose de 3 a 6 litros por animal e
repetindo-o com o reaparecimento dos sintomas. Deve-se administrar o
vinagre através de garrafas, colocando o bico da garrafa no canto da
boca e deixar o líquido descer goela abaixo permitindo a deglutição do
animal. Não puxar a língua do animal, pois o líquido poderia ir para o
pulmão e causar asfixia e posteriores danos pulmonares. Este
procedimento irá baixar o pH, diminuir a hidrólise da uréia, impedindo,
assim, sua absorção.
O
tratamento mais eficaz é a rumenotomia para o esvaziamento imediato e
completo do rúmen, mas só é viável quando acomete um pequeno número de
animais, devido ao rápido curso da doença.
Outros
medicamentos poderão ser usados para alívio dos sintomas, tais como,
soluções de cálcio e magnésio, soluções de glicose e laxativos.
Segundo
o professor Enrico Lippi Ortolani, do Departamento de Clínica Médica da
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, uma
simples mistura de soro fisiológico e diurético administrada por via
intravenosa pode impedir a morte de bovinos intoxicados por amônia. A
ação é eficaz, hidrata o boi e elimina a toxina do sangue.
Como evitar
O conhecimento correto antes da adoção de um esquema de alimentação
suprida com uréia é de primordial importância. A adaptação gradual do
animal às dietas com uréia, assim como uma correta homogeneização da
mistura, a fim de obter uma ingestão regular, são as medidas mais
indicadas para a prevenção do problema. Recomenda-se um período de
adaptação de duas a quatro semanas, em função do nível e forma de
fornecimento da uréia.
Não
fornecer aos animais uréia dissolvida em água para beber. A diluição de
uréia em excesso de água pode fazer com que ocorra o acúmulo da solução
no fundo do cocho, a qual, uma vez ingerida, acarretará em intoxicação
dos animais, mesmo que estes já estejam adaptados. Esta prevenção deve
ser tomada também nos dias de chuva, quando o sal mineral adicionado de
uréia pode sofrer o mesmo processo. Deve-se ter uma inclinação leve do
cocho, com um furo na extremidade mais baixa, para eliminar, via
escoamento, a água do cocho, aproveitando o sal mineral.
O total de uréia fornecido aos animais não deve exceder a 3% do concentrado ou 1% da matéria seca da ração.
Animais que ficaram mais de três dias sem receber uréia devem passar
por um novo período de adaptação, visto que a tolerância é perdida
rapidamente.
Quando
a uréia se constitui na principal fonte protéica, é necessário fornecer
aos animais sal mineral de boa qualidade à vontade, a fim de evitar a
busca e o consumo exagerado de uréia.
Fonte:http://www.vallee.com.br/doencas.php/2/36
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